Brasil Democracia
Nota de Repúdio
Sinjac e Fenaj
17/07/2026 20h17 Atualizada há 4 horas
Por: Redação

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestam veemente repúdio às graves denúncias tornadas públicas nesta sexta-feira, 17 de julho, durante o programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração.

Na ocasião, os jornalistas Rogério Wenceslau e Chico Melo relataram ter sido alvo de supostas ameaças de prisão, que seriam atribuídas a integrantes do alto escalão do Governo do Estado do Acre.

Caso os fatos relatados sejam confirmados, trata-se de um episódio de extrema gravidade e de um inaceitável atentado à liberdade de imprensa, ao livre exercício do jornalismo e às garantias constitucionais asseguradas aos profissionais da comunicação.

Em um Estado Democrático de Direito, jornalistas não podem ser intimidados, coagidos ou ameaçados em razão do trabalho que desempenham. O exercício da atividade jornalística não pode ser tratado como crime. Tampouco agentes públicos ou pessoas investidas de poder podem utilizar o aparato estatal — ou insinuar a sua utilização — como instrumento de intimidação contra profissionais da imprensa.

Causa profunda preocupação a denúncia de que alguém teria afirmado ser “dono da Polícia Civil” ou possuir poder para determinar a prisão de jornalistas. A Polícia Civil é uma instituição pública permanente, submetida à Constituição Federal e aos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e do interesse público, jamais a interesses pessoais, políticos ou particulares de quem quer que seja.

O Sinjac e a FENAJ reafirmam que qualquer tentativa de constranger jornalistas por meio de ameaças, perseguições, intimidações ou uso indevido de instituições públicas representa uma afronta direta à democracia, à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade de ser devidamente informada.

Diante da gravidade das declarações, o Sinjac e a FENAJ cobram a rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes. Caso as denúncias sejam confirmadas, os responsáveis deverão ser identificados e responsabilizados na forma da lei, assegurando-se o devido processo legal.

As entidades também manifestam irrestrita solidariedade aos jornalistas Rogério Wenceslau e Chico Melo e reafirmam que permanecerão vigilantes na defesa da liberdade de imprensa, da integridade física e moral dos profissionais da comunicação e do pleno exercício do jornalismo no Acre e em todo o território nacional.

Não haverá democracia plena enquanto jornalistas forem ameaçados pelo simples fato de informar. Tentar silenciar a imprensa é atacar o direito de toda a sociedade à informação.

Luiz Cordeiro
Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre — Sinjac

Samira de Castro
Presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas — FENAJ

Rio Branco (AC), 17 de julho de 2026