
O Acre vive um novo ciclo de crescimento no setor frigorífico e de expor -tações. Neste sábado, o Nosso Frigorífico realizou o embarque do primeiro container de carne bovina destinado a Singapura, um dos mercados mais exigentes do sudeste asiático, consolidando o avanço da indústria acreana no comércio internacional.
A operação simboliza uma transformação vivida pelo setor nos últimos anos. Há cinco anos, o Acre exportava carne para apenas cinco países. Hoje, os frigoríficos acreanos já alcançam 17 mercados internacionais e aexpectati-va do setor é ampliar esse número para 25 até o fim do ano.
O embarque ocorreu na unidade industrial do Nosso Frigorífico, que atual-mente emprega diretamente cerca de 450 trabalhadores e vem ampliando a capacidade produtiva após uma série de investimentos realizados nos últi-mos anos.

Diretor da empresa, Murilo Leite classificou o momento como histórico para o Acre e destacou o papel da articulação institucional e diplomática na aber- tura dos mercados internacionais.
“O nosso frigorífico concentra praticamente metade dos investimentos reali - zados no setor nos últimos anos. Isso representa geração de emprego, ren-da e desenvolvimento econômico para o Acre. Nós tentávamos há muitos anos avançar nesses mercados e hoje estamos vivendo um momento his-tórico”, afirmou.
Segundo Murilo, o avanço das exportações ocorreu a partir da atuação da ApexBrasil, durante a gestão de Jorge Viana, e da retomada da diplomacia comercial brasileira no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O Jorge enxergou o potencial que o Acre tinha, especialmente no setor de proteína. Ele fez um chamamento para que os empresários acreditassem. Levou os empresários do Acre para o mundo e colocou o estado na rota das exportações. Sem esse apoio, sem a diplomacia restabelecida e sem o tra -balho do ministro Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura, nós não esta-ríamos vivendo esse momento”, ressaltou.

Acre amplia presença internacional
A primeira carga destinada a Singapura saiu da unidade industrial em uma carreta do tipo rodotrem, transportando cerca de 27 toneladas de carne bo-vina até o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, de onde seguirá para a Ásia.
Além de Singapura, o Acre já exporta para países da América do Sul, Ásia e Oriente Médio. O setor também vem se adaptando às exigências internacio-nais, incluindo protocolos específicos como o Abate Halal, utilizado para atender países muçulmanos, como a Arábia Saudita.

Para Jorge Viana, o avanço da indústria frigorífica acreana demonstra o po-tencial econômico do estado quando há articulação institucional e abertura de mercados.
“Isso não acontecia no Acre e está acontecendo agora. E é só o começo. É emocionante ver jovens formados na Universidade Federal do Acre traba-lhando aqui, mulheres liderando equipes, pequenos produtores participando desse crescimento e a carne acreana chegando ao mundo inteiro”, decla-rou.

O ex-presidente da ApexBrasil lembrou ainda que, durante sua gestão, fo-ram realizados diversos encontros empresariais internacionais para ampliar mercados para produtos brasileiros.
“Foram dezenas de encontros empresariais organizados para abrir merca-dos para o Brasil. E hoje vemos aqui o resultado: geração de empregos, crescimento econômico e o Acre entre os estados que mais ampliaram as exportações nos últimos anos. Onde eu vou, eu levo o Acre junto, porque minha vida é aqui”, afirmou.
Investimentos ampliaram capacidade produtiva

Nos últimos três anos, o setor frigorífico acreano anunciou cerca de R$ 120 milhões em investimentos, sendo quase metade concentrada no Nosso Fri-gorífico.
Com isso, a capacidade de abate da unidade praticamente dobrou, passando de 400 para 800 animais por dia. Já o processamento industrial saltou de 100 para 500 animais diariamente.
Outras empresas do setor também ampliaram operações no Acre, fortale-cendo a cadeia produtiva da pecuária e consolidando o estado como uma nova fronteira de exportação de proteína animal no país.
“O empresariado acreditou, investiu e fez acontecer. Hoje é um momento de celebração para todo o setor frigorífico acreano”, concluiu Murilo Leite.
Assecom: Andreia Oliveira
Fotos: Paulo Murilo
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